Produto sob medida, do zero ao SaaS no ar
Nem sempre o problema é automatizar o que existe. Às vezes o software que você precisa vender ainda não foi construído. A gente constrói o produto inteiro, e começa pela parte que decide se ele sobrevive ao segundo mês.
A IA é a parte fácil. O que mata produto de IA é o encanamento
Quase todo SaaS com IA que morre não morre pelo modelo. Morre porque o isolamento entre clientes era confiança e não teste, porque o plano não bloqueava nada quando o cliente estourava a cota, e porque o custo de API cresceu mais rápido que a receita sem ninguém perceber até a fatura chegar.
Esses três problemas não aparecem na demonstração. Aparecem quando o produto começa a dar certo, que é o pior momento possível para descobrir que a fundação não aguenta.
As três fases
Fundação
Arquitetura, banco, autenticação e separação entre clientes provada por teste. Deploy automatizado desde o primeiro dia: sobe com um push e volta atrás com um comando. Você sai com ambiente no ar e o desenho do que vem pela frente.
Produto no ar
As funcionalidades que fazem o produto valer dinheiro, o painel, o cadastro e a cobrança recorrente com plano, cota e bloqueio quando estoura. Se tem IA dentro, o custo é medido por cliente desde a primeira chamada.
Operação
Depois que está no ar o trabalho muda: acompanhar custo por cliente, margem por plano, o que quebrou e o que precisa evoluir. Sai do projeto e vira manutenção, com relatório mensal.
O que vem de série, porque sem isso não é produto
- Isolamento entre clientes provado por teste. A gente escreve o teste que tenta ler o dado do vizinho e falha de propósito. Se ele passar, não sobe.
- Cobrança recorrente com plano e cota. Cobrar é fácil; parar de entregar quando o cliente não pagou é o que quase ninguém implementa.
- Custo de IA medido por cliente, para você ver a margem por cliente e não só a fatura do mês.
- Teto de gasto e botão de desligar, para que loop infinito e integração buggada não virem prejuízo de cinco dígitos.
- Deploy com rollback: push na branch principal sobe sozinho, com o passo anterior sempre disponível.
- LGPD com DPA e log auditável, com subprocessadores declarados, inclusive os provedores de modelo fora do Brasil.
A plataforma de transcrição do portfólio é esse encanamento em produção: reserva o custo antes de chamar a API, ajusta pelo valor real quando a resposta volta, tem teto diário e um interruptor que desliga o serviço inteiro. Ver funcionando. O padrão de deploy descrito acima roda hoje em nove aplicações no ar.
Duas coisas ditas na frente
A gente não trabalha por participação, só por contrato pago com escopo e prazo escritos.
Se ainda não existe alguém disposto a pagar pelo que você quer construir, o primeiro passo não é software: é descobrir isso com o menor gasto possível. Prefiro dizer isso antes do que entregar seis meses de código para um produto que ninguém comprou.